Perspectivas de futuro e transição para a vida adulta

Perspectivas de futuro e transição para a vida adulta

Nem criança, nem adulto, adolescente. Antes, brincava de ser adulto e agora treinar para a adultez. Quando criança, sempre se responde uma pergunta “o que você quer ser quando crescer?” e as profissões mais comuns costumam ser ditas. Na adolescência, essas perguntas retornam, mas dessa vez não é como a brincadeira de criança onde se finge ser médico, professor, modelo ou ator. Agora, é real e a responsabilidade de decidir um caminho para a vida pode-se tornar desesperador.

É possível pensar que “todos precisam se responsabilizar pelas suas escolhas e isso sempre é difícil”, mas imagina-se que, com o passar do tempo, seja possível construir uma maturidade emocional, enquanto para o adolescente, é como fechar a porta da infância e abrir uma outra para a adultez. Antes, os pais escolhiam por eles e, agora, estão exercitando a autonomia.

O processo de tornar-se adulto é diverso e varia de acordo com a cultura e realidade de cada sujeito. É possível que jovens com níveis socioeconômicos mais baixos tenham um processo de adultização acelerado, já que precisam desenvolver estratégias para driblar as dificuldades financeiras e criar formas de sobreviver às adversidades, construindo maior responsabilidade individual e social.

Uma pesquisa realizada pelo Buzzfeed Global, em parceria com as empresas Culture Co-Op e Alter, apontou que, hoje, a vida adulta é diferente da que se viveu no passado, já que a sociedade encontra-se em grande processo de mudanças.

Por exemplo, no passado acreditava-se fielmente no casamento e na permanência desta instituição mas, atualmente, cerca de 74% dos jovens acreditam que o casamento não é permanente e 40% acreditam que não é possível se sustentar com um emprego tradicional. A maioria dos jovens também acredita ter mais opções do que os seus pais e que hoje é mais difícil se tornar um adulto, quando comparado à geração deles.

Além das escolhas que podem ser tomadas, existe uma cobrança excessiva dos pais, da escola e da sociedade, para que este jovem tenha um “destino brilhante”, para que possa “ser alguém na vida”, estando em um campo profissional que seja percebido em um lugar de prestígio social. Adolescentes que pensam em seguir carreira no campo da Medicina, Direito ou Administração para ser o orgulho da família e conquistar maior aprovação.

Mas, será que o medo de frustrar-se diante desse acúmulo de cobranças não pode levar diversos adolescentes ao processo de adoecimento? Estressados, ansiosos e com baixa autoestima, por não corresponder a um padrão que esperam deles, frustram-se por não atender às expectativas.

Indicações de leitura:

https://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=550

https://www.tribunadeituverava.com.br/transicao-da-adolescencia-para-vida-adulta-traz-dificuldades/

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