A família exerce um papel crucial no desenvolvimento dos sujeitos e possui grande influência na vida destes. É fundamental para a formação da personalidade, comportamento individual e relações interpessoais, sendo responsável pelo processo inicial de socialização e proporcionando o primeiro contato com o mundo.
Fala-se sobre família independente da sua configuração, passando pelas variáveis ambientais, sociais, econômicas, culturais, políticas, religiosas e históricas. No Brasil, família é a constituição de uma ou mais pessoas, independente da raça, etnia, gênero ou sexualidade.
A instituição familiar possui um importante papel no amadurecimento e desenvolvimento dos sujeitos, garantindo a sobrevivência e crescimento do indivíduo. Com isso, é necessário que estejam dispostos para a realização de trocas e ensino de forma efetiva sobre a vida social e a sua diversidade. Além disso, prestar acolhimento para os momentos de crise que possam surgir. É claro que nem todo núcleo familiar está disposto ou se propõe a seguir desta forma, mas isso seria o ideal a fazer.
No caso dos adolescentes, é ideal que tenham pessoas dispostas a prestar suporte às suas questões emocionais e mentais e que a família possa se dispor a escutar essas demandas, proporcionando um espaço de acolhimento, sempre que possível.
No Brasil, estima-se que um em cada seis adolescentes com idade entre 10 e 19 anos vivem com algum tipo de transtorno mental, sendo a parcela mais exposta aos riscos de adoecimento psíquico.
Devido a essas demandas, a família precisa estar preparada para prestar suporte socioemocional a estes jovens. Algumas informações colhidas pela Associação Brasileira de Psiquiatria e o Hospital Albert Einsten contam que existem algumas ações que podem ajudar na promoção da saúde mental, diminuindo os fatores de risco, aumentando a sensação de bem-estar e proporcionando maior qualidade de vida, entre elas:
- Reforçar as relações afetivas, principalmente, dos pais, familiares e amigos com a criança e/ou adolescente;
- Promover o diálogo e a escuta ativa;
- O envolvimento em atividades que gerem prazer ou tenham um significado para a criança e/ou adolescente;
- Estabelecer horários e rotina para as atividades;
- Alimentação e sono saudáveis;
- Consultas de rotina ao médico;
- Prática regular de exercícios físicos.
Apesar de disposta, isso não significa que tudo pode ser resolvido sob responsabilidade da família, afinal, não são profissionais especializados. Por isso, é necessário buscar auxílio profissional sempre que for preciso, sendo pessoas treinadas e preparadas para lidar com as questões que possam ser apresentadas.
Indicação de leitura:
https://www.unicef.org/brazil/saude-mental-de-adolescentes
https://leonardopetro.jusbrasil.com.br/artigos/459692174/os-varios-tipos-de-familia
