Quais os sintomas de depressão e ansiedade na adolescência?

Quais os sintomas de depressão e ansiedade na adolescência?

Constantemente, se fala sobre depressão e ansiedade, mas você sabe quais os sinais? Estima-se que a depressão afeta mais de 300 milhões de pessoas no mundo e, cada vez mais, tem se tornado frequente o adoecimento de adolescentes, chamando a atenção, principalmente, por se tratar de um período confuso, repleto de novidades e pressões sociais. 

É preciso entender que a depressão e a ansiedade se tratam de patologias e não deve-se generalizar. Fala-se de processos constantes, que podem se dar por um episódio único, intervalar ou persistente, e não uma situação de tristeza após um término de relacionamento ou uma discussão com um amigo. Ficar triste é comum.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 12 milhões de brasileiros sofrem de transtorno depressivo e, entre os jovens, houve um aumento de 115%. A taxa é a maior da América Latina e, nas Américas, fica atrás apenas dos Estados Unidos. 

Estudos apontam que 1 em cada 4 adolescentes no mundo estão vivenciando sintomas depressivos, enquanto 1 em cada 5 passa por altos níveis de ansiedade. Apesar do Projeto de Lei 4.731/12, que limita o número de estudantes em sala de aula a 25, é percebido que esse número é ainda maior chegando, por vezes, ao dobro. Através desse índice, é possível identificar que, em uma sala de aula, no mínimo 5 estudantes sofrem com altos níveis de ansiedade e 6 podem apresentar sintomas depressivos.

Nos meses iniciais de 2022, foi possível perceber um aumento de notícias midiáticas que relatam episódios de adoecimento coletivo entre os estudantes de nível fundamental e médio, principalmente quando relacionados a ansiedade, depressão e autolesão. No mês de abril, dois episódios se destacaram em escolas brasileiras: um deles em um Colégio de Recife (PE), onde vinte e seis estudantes tiveram um episódio coletivo de crise de ansiedade durante a semana de provas. Os estudantes sentiam falta de ar, tremores corporais e choro constante e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) precisou ser acionado, percebendo que, além dos sintomas anteriores, os jovens também apresentaram sudorese, baixa saturação e taquicardia. 

As pessoas presentes descreviam o evento como uma cena de terror, em que as vítimas estavam deitadas e com fortes tremores ou desmaiadas.

Entre os principais sintomas de ansiedade nos adolescentes, podemos citar: medo constante, irritabilidade ou instabilidade, nervosismo sem razão aparente, atitudes impulsivas, sensação de esgotamento ou cansaço frequente, taquicardia, dor de cabeça, sudorese, insônia ou fadiga. 

Já para transtornos depressivos, é possível citar: humor constantemente deprimido, falta de energia, constante sensação de desmotivação e desinteresse, sentimentos de desesperança e/ou culpa, choro fácil ou sem motivo, alterações do sono, isolamento ou agressividade, dificuldade para se concentrar, prejuízo no desempenho escolar, baixa autoestima, ideação e/ou comportamento suicida. 

É importante ressaltar que os sintomas podem não ser percebidos de forma isolada, mas o conjunto deles pode ser um sinal para observação, passando por confirmação após o diagnóstico de um profissional qualificado.

O ideal é que os adolescentes passem pelo processo terapêutico, facilitando o manejo das suas questões e prevenindo episódios que possam causar danos à saúde mental no futuro. Além disso, é ideal que haja uma rede de acolhimento de amigos e familiares, que possam se dispor a ouvir e compreender as demandas apresentadas pelos jovens, um espaço sem medo de expressar suas emoções.

Lembre-se: caso precise de ajuda, você pode acionar o  Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e as Unidades Básicas de Saúde (Saúde da Família, Postos e Centros de Saúde) da sua região. Você também pode ir a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24H), ligar para o SAMU 192 e outros espaços de saúde pública ou privada. O Centro de Valorização da Vida (CVV) também oferece suporte gratuito, via telefonema no 188 (ligação gratuita) ou através do site www.cvv.org.br que disponibiliza outras modalidades de comunicação. 

Indicações de leitura:

http://200.137.217.156/bitstream/ri/17879/5/Artigo%20-%20Maria%20Márcia%20Bachion%20-%20%201998.pdf

https://www.tuasaude.com/depressao-na-adolescencia/

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